quarta-feira, 19 de junho de 2013

Hoje tem Brasil X México... e eu vou perder...

Eu adoro futebol, eu jogo futebol, eu participo de uma bolão, eu sou Palmeiras B com orgulho, MAS EU, PACIFICAMENTE E RESPEITANDO QUEM QUEIRA VER, NÃO VOU ASSISTIR NENHUM JOGO DA COPA DAS CONFEDERAÇÕES; mesmo assim gostaria de perguntar aos jogadores: - Eu acho o Felipão o melhor técnico do Brasil, minha opinião, mas queria ouvir ele falar de política e como é trabalhar para o presidente da CBF que colaborou na morte do pacifista Herzog em 1975. - Eu gostaria de ouvir do Neymar o que ele pensa dos protestos, é contra, é a favor; o que ele acha da política brasileira ? - Júlio César, que é goleiro COMO EU, gostaria de saber, qual é a melhor defesa para o patrimônio público brasileiro que sofre investidas constantes dos Políticos e de seus Interesses Pessoais... - O meu time, o Real Matismo esta precisando de alguns novos jogadores, algum de vocês quer participar ? Só que lá a gente paga para jogar...

terça-feira, 18 de junho de 2013

Não Assistirei ao Jogo do Brasil contra o México...

Amanhã tem jogo do Brasil, cada um tem uma paixão, um passatempo, o meu é o futebol; e como eu, quem tem a verdadeira e a consciente paixão pelo esporte, certamente, NÃO VAI ASSISTIR O JOGO DO BRASIL, simplesmente, pacificamente, por razões muito simples: * • Fizeram-me de otário ao superfaturar os estádios de maneira grotesca, eu terei de pagar em suaves prestações apesar de jurarem que nem um centavo do dinheiro público seria usado e tudo viria da iniciativa privada, * • A presidente da República me chamou de “pessimista de plantão” por ousar pensar que as coisas não esta indo bem, e orgulhosamente inaugurou o estádio mais caro do mundo, * • José Maria Marin é o presidente da CBF, já foi explicitamente denunciado como ladrão de medalhinhas e co-responsável pela morte do pacifista Herzog em 1975, basta pesquisar no Google e comparar livremente até no site da CBF se quiserem, * • A presidente (torturada no passado) posou livremente ao lado do colaborador da tortura (Marin) e nem se constrangeu, que adianta ser a presidente da República e não ter a mínima capacidade de investigar a CBF, o que pensa a família do Herzog ? * • Joseph Blatter, um cidadão do primeiro mundo (Suiço) vem ao Brasil e consegue fazer comentários idiotas, um pior que o outro, demonstrando não entender nada do que acontece aqui no Brasil. Pior, ele é presidente da FIFA, uma entidade que demonstrou ser totalmente incompetente e conivente com a bagunça que estava ocorrendo na preparação da copa. * Adoro futebol, particularmente gosto do Felipão como técnico mas, não dá... não vou torcer contra ou a favor do Brasil, vou apenas ignorar este deprimente espetáculo e rezar... rezar pela paz, pela não violência, pelo direito de voltar a torcer pacificamente pelo meu esporte preferido. * E parabéns ao México, que investindo maciçamente em educação, esta fazendo com que seus jovens deixem de querer cruzar a fronteira dos Estados Unidos em prol de uma vida melhor, podendo encontra-la em seu próprio país. *

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Acabaram com a Minha Copa das Confederações...

Desde criança amo o futebol, e não por imposição ou influência de alguém na minha família, não sei até hoje qual era o time do meu pai, que morreu cedo e, minha mãe, detestava o futebol, eu gostava de achar que era Lusa, por ser portuguesa. E assim, na minha pequena família, de repente me vi palmeirense e meu irmão corintiano, tínhamos de ser antagônicos. E o que eu mais apreciava no futebol era jogar... Na Rua Carlos de Souza Nazareth, em pleno centro da cidade, no trecho transversal a Avenida Mercúrio onde esta tem a entrada do mercado municipal. Era o ano de 1976, a rua era intransitável, repleta de caminhões que vinham abastecer o Mercado Municipal e os depósitos das adjacências, mas tudo desaparecia sábado à tarde e domingo, quando os trabalhadores fechavam as portas e iam à busca do merecido descanso. Era o sinal da invasão, a rua era nossa e, com duas pedras de cada lado, o jogo começava, sobre a rua asfaltada. A bola era a que tinha, e rolava até furar; uniformes? Calções ou bermudas velhas, uns jogavam de chinelo mesmo e a “conga” era o que predominava... O gosto ficou e hoje em dia sou goleiro num time veterano, pago para jogar, junto com amigos que toda quinta feira não deixa a bola parar de rolar, alguns com mais de 60 anos, torcedores dos quatro grandes times de São Paulo, conseguindo conviver harmonicamente e sem deixar a gozação de lado, em momento nenhum, se o meu Palmeiras perde para o Corinthians, o leitão a pururuca é garantido na quinta feira, ainda bem que sou “pseudo-vegetariano” e tenho a desculpa de não maltratar o porquinho quando meu time foi maltratado pelo adversário. Cito tudo isto para mostrar a minha magia pelo futebol, ouço eventualmente o Juca Kfouri na CBN, ou o “Na Geral” da Bandeirantes, além de diversos jogos na televisão... Tudo isto relato para dizer no dia do início da Copa das Confederações, estreia do Brasil, Neymar em campo, expectativa para conhecer como o time do Felipão, meu técnico preferido até hoje, desde os títulos do Palmeiras, se comportaria diante dos adversários europeus; no entanto, algo estava estranho, meu filhos saíram, minha esposa idem, sozinho em casa, nada para fazer aguardando apenas o show do Frejat no SESC Belenzinho a noite, enrolando assistindo no computador o último episódio da primeira temporada de “The Tudors” na maior monotonia e, o horário foi chegando, mas desliguei o computador e dormi... Faltava alguma graça. Nenhum barulho me acordou, e pode até ter havido, acordei às 18h20min com minha filha super apressada chegando e cobrando que tínhamos o show do Frejat, abri o notebook e só vi a notícia: “Brasil ganha com golaço de Neymar” e, no entanto não sabia o placar. Só no SESC é que eu descobri com amigos que aguardavam o show que o jogo foi 3 X 0, placar que ouvi sem grande empolgação, mas então começaram a relatar como a Dilma e o Joseph Platt foi vaiado, e comecei a me animar... E perceber que o desânimo que tomava conta de mim eram os protestos em todo o Brasil a indignação desde momento que a presidente ousou dizer que os “pessimistas de plantão” teriam de se calar durante a inauguração de um estádio superfaturado. Lembrei-me das mortes consideradas inicialmente “irrelevantes” durante a virada cultural em São Paulo, da morte do Victor Hugo Deppman que afetou diretamente membros de minha família, do tiro que eu mesmo tomei nas pernas numa tentativa de assalto e do nada se fez a respeito, senti o cheiro dos seres humanos queimados vivos nas últimas semanas mostrando a inexistência de uma política de segurança no Brasil, os arrastões em restaurantes, a minha indignação diante do vice-presidente Temer que só aparece no noticiário para dizer que é contra a redução da maioridade penal ou quando é citado em escândalos, Do presidente do senado que ninguém quer mas ninguém tira, dos mensaleiros condenados mas lindos, leves e soltos... E a gota d’água foi lembrar que a CBF ora pertencia a Ricardo Teixeira e agora esta nas mão do Marin, figura denunciada pela imprensa como ladrão de medalhas e responsável direto pela morte de um pacifista como o Vladimir Herzog. E claro que a figurinha estava lá, do lado da Dilma, calado, mas estava... E sobrou para presidente ficar com cara de tacho, ao invés de ficar calada ou ter fugido da inauguração da competição, todo mundo sabe que ela não gosta de futebol, lá estava ela mais uma vez abrindo a boca para falar a sua política vazia e ganhar a maior vaia, muito maior do que o seu padrinho político ganhou nas olimpíadas, como assisti várias vezes depois. E, mostrando desconhecimento completo, o suíço Joseph Blatter pede “fair play”, como se não soubesse que os estádios brasileiros foram extremamente super faturados e a indignação nacional estava ficando fora de controle. Então percebi que perdi a minha grande diversão, o Brasil já perdeu por falta de dignidade antecipadamente mostrando ser incapaz de fazer um evento limpo e transparente... Não dá mais para engolir. Gostaria de mudar de ideia, mas hoje o Sr. Blatter fez um discurso mais tolo ainda, e o Brasil inteiro sai em passeata mostrando sua tolice. Enquanto tentam nos mostrar que ganhamos do Japão a internet mostrava claramente que fomos goleados, a dignidade política japonesa deu um show; enquanto nós deixamos a míngua os deserdados das chuvas nas serras cariocas até hoje, eles resgataram o país inteiro de um tsunami em poucos meses. O próximo jogo é com o México, que tem ampla vantagem, pois com o forte investimento em educação, esta fazendo com que a nova juventude lá estabelecida não sonhe mais em atravessar a fronteira para os Estados Unidos, mas que vivam dignamente em seu próprio país; já aqui no Brasil... a presidente viu que ela não existia durante seu ridículo discurso de abertura. Ainda bem que tenho mais três temporadas do “The Tudors” para assistir... me dou o direito de continuar participando do meu bolão do Brasileirão série A, mas com o coração no meu Palmeiras da série B... E jogando no Real-Matismo, um time que tem muito a ensinar sobre lisura e honestidade, pois lá eu sou o tesoureiro e eu não roubo...

domingo, 16 de junho de 2013

BLOOMSDAY => 109 Anos da Saga de Joyce !!!

BLOOMSDAY => 109 Anos da Saga de Joyce !!! 16 de junho de 1906 // 16 de junho de 2013 Hoje, 16 de junho de 2013 a cidade de Dublin e toda a Irlanda, provavelmente, irá parar para comemorar os 109 anos da saga de James Joyce... o romance “Ulisses”, mais conhecido no Brasil pela sua principal tradução feita por Antônio Houaiss... Mas o que é Ulisses? Para responder esta pergunta, eu, um leigo e ignorante leitor tomo a liberdade de fazer estes pequenos comentários para explicar, com todos os meus erros, o que este romance significa para alguns apaixonados por Literatura... E Daí ??? Porquê que eu tenho de ler Ulisses... Bem, eu poderia sugerir... A. Paulo Coelho, o imortal mais vendido no Brasil, numa entrevista a páginas amarelas de Veja declarou que a obra é ilegível, portanto, se você conseguir ler ao menos será mais que um imortal, e mais que um mago, e mais que um best sellers... que tal ? PS... Não se anime muito, na mesma entrevista o grande mago também criticou Herman Hesse, nobel de literatura, por não entender o tal do “rio” do “Sidarta” (Grande obra de Hesse) e ainda ficou puto da vida ironizando que Rachel de Queiroz jamais poderia ter declarado que não conseguia ler seus livros além da página 7... (Baixarias Literárias). B. Este romance faz parte do guia “Como ter todas as mulheres do mundo !” publicado na comemoração dos 18 anos da Playboy (Junto com outros 17), portanto, sem ele, você não poderá ter todas as mulheres do mundo... C. Se o mundo for invadido por alienígenas (Ver “A Reconquista” com John Travolta ou “Guerra dos Mundos”) você vai precisar das obras de Joyce para reconstruir a cidade de Dublin quando expulsar os invasores daqui... Os especialistas dizem que com suas obras qualquer arquiteto seria capaz de reconstruí-la rapidamente. D. Comemorar o Bloomsday é uma ótima desculpa para encher a cara de cerveja o dia inteiro e ainda se aventurar num bordel... No entanto, seu café da manhã será “rim de Carneiro bem passado frito na manteiga, acompanhado de chá e pão” E. Há muita referência entre Joyce e a literatura brasileira, já compararam “Grandes Sertões, Veredas” de Guimarães Rosa com “Ulisses” e a série de contos passados em Curitiba do livro “Guerra Conjugal” de Dalto Trevisan com as aventuras passadas em Dublin na coletânea “Dublinenses” do Joyce. F. O fim do livro, o monólogo interior de Molly Bloom, contínuo e sem pontuação nenhuma, que lembra uma mulher falando sem parar, pode ser usado por Professores de português para ensinar pontuação aos alunos, eles aprendem a pontuar e ainda se tornam magos, pois conseguiram ler Ulisses. G. Aprender língua portuguesa, a tradução é do filólogo Antônio Houaiss, o coordenador do grande dicionário e introdutor do termo “pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico”, maior verbete da língua portuguesa; além do livro estar recheado de palavras inventadas, figuras de linguagem e um material que deixará o aluno ocupado por séculos... (Parodiando Joyce...) H. Você aprenderá o sentido de eficiência e rapidez, a Ilíada de Ulisses durou 10 anos até a destruição de Tróia (Esqueça o que você viu o Brad Pitt fazer em Tróia na pele de Aquiles, ele morreu um ano antes da invasão da cidade e o cerco durou cerca de 10 anos, a história do filme não tem nada a ver e “Helena fica com Menelau, seu amado marido traído no final” – Rimou...). A Odisséia dura outros 10 anos narrando o retorno de Ulisses... pois bem, Leopold Bloom conseguir fazer isto tudo em 1 dia, voltando aos braços de sua amada Penélope (Molly Bloom) no final do dia. I. Aproveitando a eterna ignorância de Hollywood, os americanos poderia criar um musical, imaginem o trecho... “Um sombrio jovem da Y.M.C.A., vigilante entre os cálido fumos adocicados do Graham Lemon, pôs um volante nas mão do Sr. Bloom.”. Este jovem seria interpretado por Richard Gere (do musical “Chicago”, sempre muito jovem...) que como Edson Cordeiro alegremente cantaria... “It's fun to stay at the YMCA...” J. Apesar de perder para Miguel de Cervantes Saavedra (autor de “Dom Quixote”) o título de “melhor romance de todos os tempos”, ele figurou na lista dos 19 melhores. Revista Época. K. Seu vocabulário enriqueceria com ternas palavras como revérbero, supedâneo, prímula; além de inúmeras outras inventadas como escrotoconstritor, sangüinirrajado e contransmagnificandjudeibumbatancialidade. Você nunca mais perderia no jogo de palavras cruzadas... Ficou interessado ? Vamos então a curiosidades sobre este Romance, algumas são observações pessoais, portanto, discordem a vontade: 1 – O romance se passa em 16 de junho de 1904, no entanto, ele somente começou a ser escrito muito tempo depois, sendo concluído em 1921, na França, e publicado em 1922, e foi imediatamente proibido em toda a Grã-Bretanha e Estados Unidos durante mais de 10 anos. O porquê da data que se passa a história ? Simplesmente porque no dia 10, quando tinha 22 anos de idade (Ele nasceu em 2/2/1882), caminhando pela rua Nassau, em Dublin, conheceu uma certa srta. Nora, que seis dias depois mudou sua vida “tornando-o um homem”, segundo as próprias palavras do autor. Eis o motivo da data, o dia em que o autor tem sua primeira relação sexual. 2 – O título da obra é uma analogia com a Odisséia de Ulisses, no romance, dividido em três partes, temos respectivamente os personagens Stephen Dedalus (Telêmaco), Leopold Bloom (Ulisses) e Molly Bloom (Penélope). 3 – O dia do personagem Leopold Bloom, ou sua Odisséia como é narrada no livro, começa com o seu desjejum em casa (rim de porco frito na manteiga) e segue, respectivamente, com seu banho, a ida ao cemitério para acompanhar um enterro, a ida a um jornal, seu almoço, a visita a uma biblioteca, andança em várias ruas, ida a uma sala de concerto, visita a um hospital, ida a um bordel e, a volta triunfal (?) para casa, onde encontra sua penélope, quero dizer, sua esposa. Tudo isto narrado em cerca de 800 páginas, conforme o formato do livro. Cada cena vivida pelo personagem ocorre numa diferente hora do dia e corresponde a um ponto da Odisséia de Ulisses (Que durou 10 anos). 4 – A data do romance aparece em duas situações, as 15:00 hs na cena das ruas de Dublin, quando uma certa “Miss Dune” tamborilou no teclado de sua máquina de escrever: 16 de junho de 1904; e, às 2 horas da manhã, em Ítaca, num orçamento dos gastos do dia, onde temos a data 16 de junho de 1904 com a coluna de débitos e créditos do Sr. Bloom, cujas colunas batem exatamente com 2 libras 19 xelins e 3 pences como faria um bom contador, mas Bloom não era contador, no entanto, se declarou como jornalista e como cirurgião dentista para a polícia... 5 – O romance tem todo tipo de figuras de linguagem imaginadas, além de inúmeras palavras inventadas e trechos em francês, italiano, inglês, alemão e latim, devidamente sem tradução, citações de diversos personagens, fictícios ou não, sem qualquer referência... boa sorte para o leitor !!! Ainda bem que o livro em português foi traduzido por um filólogo, ninguém mais que Antônio Houaiss, o autor do famoso dicionário que incrementou a língua portuguesa com o verbete pneumoultrassilicovulcanoconiótico. 6 – Para citar uma das figuras de linguagem preferida de um amigo meu (O grande Didi), temos na obra um palíndromo (Frase que pode ser lida de trás para frente), no original em inglês... Lenehan bowed to a shape of air, announcing: -- Madam, I'm Adam. And Able was I ere I saw Elba. Pobre Houaiss, como traduzir isto e manter um palíndromo ? Pois bem, um gênio é um gênio... Lenehan saudou uma forma invisível, anunciando: " Madame oro e'm Adam. Abel met'em Leba." E o grande “Didi”, criador de jogos de palavras em Basic foi respeitado... 7 – Para citar um acróstico (Poesia cujas inicias lembra o nome de algo ou alguém) que adorava criar em minha juventude, temos em Ítaca, na terceira parte do livro, a pergunta e sua resposta: “Que acróstico sobre o hipocorístico do seu primeiro nome houve ele (poeta cinético) enviado a Srta. Marion Tweedy a 14 de fevereiro de 1888 ? Poetas Cantaram não raro em rima O doce encanto de sua divina. Loas em hymno de toada fina. Dou eu agora á que me domina Yaya gentil minha vida e sina” POLDY... Quem é Poldy ? É o diminutivo de Leopold, que aliás é como sua esposa o chama e também algumas amigas do bordel... local no qual uma amiga de Molly o viu naquele dia... a senhora Breen... 9 – James Joyce declarou sobre sua obra, Ulisses: “"Incluirei tantos enigmas e quebra-cabeças que ele irá manter os professores (De Literatura ?) ocupados durante séculos". Conclua então, caro colega, que o Joyce atingiu seu objetivo criando um romance que pode ser classificado como “enigma”, o livro todo brinca livremente com a força da palavra. Isto é apenas uma diminuta parcela do que temos no livro, e então... vai encarar ? O importante é a opinião individual de cada um... aliás... como dizia Monteiro Lobato, “um país se faz com homens e livros”, vamos recriar em nosso povo a força e necessidade da leitura, para entendermos melhor tudo que ocorre em nossa volta e termos a capacidade de querer melhorar nosso país... Feliz BloomsDay...

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

CORRUPÇÃO MATA ! Alvarás...

Interessante a história do Alvará vencido em Santa Maria - RS... o que é um alvará ? Na realidade brasileira é um documento utilizado para vender "facilidades" do poder público municipal para contornar "dificuldades" por eles criadas e muitas vezes impossíveis de cumprir. Ao vender "facilidades" abre-se a porta do "tudo é ajustável", nota-se que o alvará vencido nem ao menos levou a fiscalização ao local (Ou terão dado um jeitinho durante a visita para fingir que ela não existiu). Talvez o órgão competente aguardasse o momento certo de vender seu pacote promocional ajustável de "facilidades". Vide a pouco tempo a história dos shoppings irregulares de São Paulo X a imensa fortuna do funcionário afastado da PMSP responsável pela aprovação da planta. O mesmo, claro, contesta tudo que a imprensa divulgou... e todos Shoppings continuam abertos... E temos agora mais de 350 famílias mergulhadas na dor da morte ou do leito hospitalar... e logo tudo volta ao normal... ou seja... enriquecer no poder público vale qualquer sacrifício... que não os do corruptos, é claro...

sábado, 29 de outubro de 2011

Filosofando a Dor...

Segundo a revista Veja (26/10/2011), com os 85 bilhões de reais desviados pela corrupção no ano passado, poderia-se custear 17 milhões de sessões de quimioterapia... Hoje (29/10/2011) certamente o ex-presidente Lula descobriu, como a Dilma já sabe, como é importante uma seção de quimioterapia... mas será que os políticos em geral, independente de partido, tem realmente conciência disto ? Será que fizeram ou fazem tudo o que podem para combater a corrupção ou, como a imprensa "nefasta gosta de acusar sem provas", fazem parte dela...

Como ficam os que não tem direito a sessão de quimioterapia ?

Políticos, de todos os partidos, de esquerda, centro ou direita, dá para reduzir a corrupção em nome dos que morrem todos dias por falta de tratamento médico mínimo ou este tratamento só será direito dos que são "mais iguais perante a lei que os outros" ? Vale refletir...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O Terra publicou esta noticia do Le Monde hoje, no seu portal:

Destaque para a frase de Debarati Guha-Sapir: "Imagine se o País também enfrentasse terremotos, vulcões ou furacões. O Brasil não é Bangladesh, não tem desculpas"

*** Política Mata... o PT mata, o PSDB mata, o PMDB mata... incompetência mata... e a gente não percebe...

Oremos pelos mortos, pelos mutilados, pelos desabrigados...

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'Le Monde' culpa negligência de autoridades por tragédia no RJ

As enchentes e deslizamentos de terra que deixaram mais de 700 mortos na região serrana do Rio de Janeiro são mais um exemplo da "negligência criminosa" das autoridades brasileiras, segundo afirma um artigo publicado nesta quinta-feira pelo diário francês Le Monde. "A nova tragédia, como outras no passado, ilustra a negligência criminosa de algumas autoridades eleitas. Por demagogia ou interesses eleitorais, eles deixaram que o concreto tomasse os morros, ou mesmo encorajaram a especulação imobiliária", afirma o artigo.

Para o jornal, "a fúria da natureza tropical" pode ter sido a responsável inicial pelo desastre, mas "os céus têm menos culpa que os homens". "Não há fim no inventário das muitas falhas que levaram à tragédia", diz o artigo, citando falta de capacidade para previsões meteorológicas precisas, inexistência de sistemas de alerta e a ocupação irregular em áreas de risco.

Regra
O diário observa que dados oficiais indicam que 5 milhões de brasileiros vivem em áreas de risco e que a própria presidente, Dilma Rousseff, admitiu que a situação é "mais a regra do que a exceção". Para o jornal, as responsabilidades pelo problema estão em todos os níveis do Estado. "A prevenção não faz parte dos discursos dos políticos, totalmente focados em ações imediatas, porque isso daria pouco retorno a eles nas eleições", afirma.

O artigo observa ainda que o próprio governo brasileiro havia admitido, em novembro do ano passado, que não havia implementado nenhuma das medidas recomendadas para informar, educar e alertar comunidades sob risco. "Nem mesmo com a criação de um banco de dados ou um site na internet", diz.

O jornal cita ainda a consultora da Organização das Nações Unidas (ONU) Debarati Guha-Sapir, do Centro de Pesquisas sobre a Epidemiologia de Desastres (Cred), de Bruxelas, na Bélgica, para quem é um absurdo que o Brasil, com "apenas um perigo natural para administrar", não consiga fazê-lo. "Este foi o 37º deslizamento de terra no Brasil em menos de dez anos", diz. "Imagine se o País também enfrentasse terremotos, vulcões ou furacões. O Brasil não é Bangladesh, não tem desculpas", afirma.